O processo de candidatura a uma universidade americana é bastante demorado, pelo que deve ser iniciado, no mínimo, com um ano de antecedência.Apesar de cada uma delas ter um formulário próprio, muitas permitem a candidatura a partir de um único em comum, o denominado “Common Application Form”, existindo uma lista das universidades em questão neste site.
Caso desejes candidatar-te, deverás ainda reunir os seguintes documentos:
- Ensaios (“Statement of Purpose” ou “Personal Statement”):
Pode ser um factor determinante na tua admissão ou rejeição na universidade que desejas. Consiste em redigires um ou mais textos (em inglês, claro) onde expresses os motivos da candidatura e os objectivos de estudo, entre outros temas.
- Documentos comprovativos das habilitações:
Deverás apresentar o certificado de conclusão do ensino secundário e também o certificado de notas relativo ao 9º, 10º, 11º e 12º ano, já que em grande parte das escolas americanas o 9º ano já é considerado como fazendo parte do ensino secundário. Deves enviar os originais ou, em alternativa, cópias notariais destes documentos, e a respectiva tradução para inglês.
- Cartas de recomendação
Consistem em cartas escritas pelos teus professores e, caso já tenhas tido alguma experiência de trabalho, pelos teus empregadores, onde devem registar as tuas capacidades e potencialidades para prosseguir os estudos. A quantidade de cartas de recomendação varia conforme a universidade e, por vezes, algumas requerem que sejam confidenciais, isto é, que não sejam lidas pelo candidato. Neste caso, deverão ser enviadas em envelopes fechados e assinadas no fecho pelo autor.
Provavelmente não tens o inglês como língua materna, pelo que deverás fazer o TOEFL, um teste de Inglês como Língua Estrangeira, que cá em Portugal só é realizado por computador na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, não tendo datas predefinidas e tendo um preço de 130 dólares (aproximadamente 96 euros). Podes encontrar mais informação sobre este exame aqui. Terás ainda que fazer um outro exame denominado SAT, que é realizado em Portugal seis vezes por ano na Escola Americana (no Linhó, Sintra). Aqui encontrarás os prazos de inscrição e as datas pré-marcadas.
Poderá ainda dar-se o caso de que queiras pedir auxílio financeiro à universidade. Assim, terás de preencher um formulário específico para este efeito. Mas atenção: o prazo de candidatura poderá diferir do prazo dos candidatos que não pedem ajuda financeira e poderão pedir outros requisitos adicionais (mais cartas de recomendação ou a redacção de um ensaio adicional, por exemplo).
A admissão nas universidades americanas e os vistos de estudante
As respostas das universidades deverão chegar entre Março e Maio, altura em que deverás enviar um depósito para garantir a tua vaga na universidade escolhida, e incluirá informação sobre as possibilidades e custos de alojamento dentro e fora do campus e acerca dos programas de recepção aos novos estudantes, no decorrer dos quais são dadas indicações de carácter prático sobre a universidade e onde é atribuído a cada estudante um Conselheiro Académico, que o auxiliará a planificar o programa de estudos para cada ano lectivo.
O envio da carta de admissão formal só acontece depois da universidade receber uma prova da tua capacidade financeira, prova essa representada por uma declaração do teu banco a afirmar que a tua conta tem dinheiro suficiente para suportar todos os custos previstos e/ou com uma declaração de uma instituição, comprovativa da atribuição de uma bolsa de estudo, referindo o montante da mesma.
Depois deste passo, a universidade enviar-te-á um formulário para pedir o visto de estudante requerido, sendo os mais comuns o F-1 e o J-1. As diferenças entre estes podem ser consultadas neste site, mas aquela que mais se destaca é o facto de que aqueles alunos que obtenham o J-1 não poderão, nos dois anos subsequentes ao fim dos estudos, solicitar um visto de emigrante, de residente ou de trabalhador temporário. Já os dependentes do portador do F-1 (como cônjuge ou filhos) viajam com o visto F-2 e não podem trabalhar, embora possam estudar. Os dependente do portador do visto J-1 viajam com o J-2 e podem estudar ou trabalhar, embora com algumas restrições.
Contudo, deves verificar estas informações no site mencionado, dado que estas são alvo de alterações com alguma frequência.



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